Semana da mulher na OMEP/BR/MS é aberta com peça teatral sobre cuidados na gestação encenada por acadêmicos de Enfermagem

Encenação, explicação, tira-dúvidas marcaram o primeiro encontro de gestantes e nutrizes da OMEP/BR/MS, que aconteceu na última terça-feira (7), na sede da instituição. A reunião foi conduzida por professoras e acadêmicos do nono semestre do curso de Enfermagem da Unigran Capital. O grupo também atenderá às mães participantes do Projeto Mãe Gestante e Nutrizes individualmente durante a semana, em forma de plantão tira-dúvidas. “Assim elas ficarão mais à vontade para fazer suas perguntas”, disse a coordenadora do projeto, a psicóloga Rosalira Makimori.
Os estudantes apresentaram uma peça abordando o uso de anticoncepcional, o desenvolvimento da gestação, como as mulheres reagem à descoberta da gravidez, o apoio do companheiro, a perda da vaidade, a importância do sexo nesse período, entre tantos outros itens apresentados pelas participantes do projeto.
Seguiu-se à peça, a explicação sobre a importância da consulta com a equipe de enfermagem durante o pré-natal e após o parto, enfatizando que ela deve acontecer prioritariamente na primeira e na 28ª consultas da gestante. Enfermeiros são responsáveis por exames, como aferição de pressão arterial, circunferência da barriga, peso, índice de massa corpórea (IMC), informação sobre nutrição, vitaminas essenciais nesse período para a mãe e o bebê.
Os jovens ainda trouxeram hábitos a serem evitados no período gestacional, como: consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, frituras, sanduíches a base de pães e hambúrguer e demais alimentos processados, e prática de alguns esportes que envolvem riscos para a mãe e o bebê. Acrescentam-se a esses itens, viagens longas e pegar peso.
O que se deve fazer durante a gravidez? Manter a calma, a alegria, praticar a contração do períneo (150 vezes) para fortalecer a musculatura da vagina, preparando-a para o momento do parto, respirar lentamente, dormir pelo menos 8 horas e não se descuidar das consultas periódicas ao ginecologista e/ou obstetra.
As mães presentes fizeram uma série de perguntas aos acadêmicos e às professoras, como: posição correta da mãe ao deitar, ao que responderam prontamente que a gestante deve se deitar de lado esquerdo, para o bebê receber oxigênio; alteração hormonal, como apego ao companheiro ou aversão a este, impaciência, irritabilidade.
Outra mãe quis saber das implicações para o bebê quando a barriga endurece. Sobre isso, a professora Cátia Martins, coordenadora do curso, explicou que, se não houver perda de líquido, não haverá problema para a mãe e o feto.
Sobre trombofilia, alteração que pode provocar trombose, questão levantada por outra participante do projeto, a professora esclareceu que ela ocorre quando o sangue fica espesso e os vasos morrem (necrose), por isso o oxigênio não chega corretamente ao útero, colocando em risco a vida da gestante e do bebê. O problema pode ter origem genética ou adquirida em virtude de cirurgia, associação de tabaco e anticoncepcional, entre outros fatores. Se a mulher tiver mais de 30 anos, o risco de sofrer trombose aumenta consideravelmente. Cátia ainda que o Serviço Único de Saúde (SUS) não disponibiliza exames específicos para detecção de trombofilia.